Índios fazem madeireiros de reféns no Mato Grosso

Dez funcionários de madeiras localizadas em Santa Carmem, a 490 quilômetros de Cuiabá, são mantidos reféns de índios do grupo Kayabi desde a segunda-feira. Eles extraíam madeira na fazenda Bandeirantes quando foram seqüestrados pelos índios que apreenderam também quatro caminhonetes e um caminhão. Até a noite desta terça-feira o grupo permanecia em poder do indígenas que habitam no Parque Nacional do Xingu.Um contingente da Polícia Federal e funcionários da Funai se dirigem para o local nesta quarta-feira para negociar a libertação dos reféns. Os índios alegam que a madeira estava sendo retirada ilegalmente da área indígena ao norte do Parque Indígena do Xingu, além de um desmatamento feito pelo empresário Valter Golo que também foi feito refém.O chefe de gabinete da prefeitura de Feliz Natal - cidade mais próxima do local onde ocorre o conflito -, Manuel Messias Sales, informou que a madeira retirada e o desmatamento ocorreram na fazenda Bandeirante, que está fora dos limites do parque. A fazenda pertence a Ivo Vicentini cuja família explora projetos de colonização na região. Sales contestou a versão do índios e os qualificou de "atrevidos e hostis".Armados e pintados para a guerra, os Kayabi teriam desmontados à força os acampamentos dos trabalhadores e confiscados os veículos utilizados para o transporte da madeira. "Não há a menor chance de ter ocorrido uma invasão na terra dos índios?, afirmou Sales.A direção da Funai em Cuiabá e Colíder não tinham conhecimento do conflito na região. O cacique Megaron Txucarramãe, chefe do posto da Funai em Colíder, informou que uma equipe do órgão indigenista vai até local nesta quarta-feira.

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