Índios fazem funcionários da Funai reféns no Amazonas

Três funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Manicoré, a 65 quilômetros de Manaus, são mantidos desde o domingo reféns na aldeia Pracuá, na zona rural do município. De acordo com um dos líderes do movimento, Gelson Ferreira Lima, da etnia mura, os indígenas reivindicam um escritório regional da Funai em Manicoré, onde alegam ter 3,5 mil indígenas contra 2 mil de Humaitá, local escolhido pela Funai para sede da Coordenação Regional do Madeira.

LIEGE ALBUQUERQUE, Agência Estado

19 Maio 2010 | 19h33

"Tomaram uma decisão de quem não conhece a Amazônia, de englobar o poder da regional de Humaitá, que é quase em Rondônia, para tratar dos assuntos de Manicoré, a quilômetros de distância e com etnias diversas", reclamou. "Além disso, é muito difícil a locomoção de um município para outro, são dois dias de barco, embora uma hora de avião".

Segundo Lima, os funcionários vão ficar como reféns até que a Funai aceite conversar sobre o local escolhido para a sede da Coordenação Regional. O presidente da Funai, Márcio Meira, estará em Humaitá no dia 22. A assessoria do órgão em Brasília não respondeu sobre a questão dos reféns mantidos na aldeia em Manicoré.

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