Índios e pescadores podem ser vítimas de tráfico de órgãos

A Polícia Federal da cidade de Tabatinga (AM), localizada na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia, começou na última segunda-feira a investigar assassinatos de índios e pescadores da região. Os crimes seriam cometidos por estrangeiros ligados ao tráfico internacional de órgãos.Segundo informações da Agência Brasil, as investigações começaram depois que Salima Valdivieso, pesquisadora da Universidade Nacional da Colômbia, apresentou uma tese sobre a possibilidade de existir esse tipo de crime no local. O estudo foi entregue à Polícia Federal e, segundo o que nele consta, os responsáveis pela retirada de órgãos são estrangeiros.O coordenador do Conselho Geral da tribo Ticuna, Nino Fernandes, disse que os criminosos "têm um tipo de balão que voa e tem faróis. Eles enforcam e cortam a cabeça das pessoas". Segundo ainda o documento entregue aos policiais, as vítimas são perseguidas pelos assassinos somente quando estão sozinhas.O Ministério do Meio Ambiente enviou notícia-crime ao diretor do Departamento da Polícia Federal, Paulo Fernando, para que o caso seja investigado. O delegado da Polícia Federal em Tabatinga, Marcos Vinicius Lima, informou que será aberto um inquérito para investigar as denúncias e serão feitas diligências "para ver até que ponto isso é real e se de fato está acontecendo no território brasileiro".

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