Índios do TO conseguem verba do BNDES

Um projeto pioneiro de agricultura nas aldeias indígenas Krahò-Kàpey, no Tocantins, recebeu hoje verba de R$ 561 mil do BNDES. Com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), os índios abandonaram a monocultura em 1995, e vêm produzindo alimentos para a subsistência. Os recursos, não-reembolsáveis, provenientes do Fundo Social do BNDES, vão ser usados para ampliar e difundir o sistema agroflorestal nas 16 aldeias Krahò-Kàpey. Nelas vivem cerca de 1.900 índios, em uma área de 3,2 mil quilômetros quadrados.Em 1995, a Embrapa cedeu sementes de plantas que eram cultivadas na região há cerca de 25 anos - como milho, amendoim, batata e abóbora - e que haviam sido abandonadas para dar espaço a culturas como o arroz e a soja. "O mais interessante do projeto foi que eles resgataram sua tradição, pois voltaram a plantar espécies cultivadas por seus antepassados", disse Beatriz Azeredo, diretora da área de Desenvolvimento Social do BNDES.O presidente da Funai, Glênio Alvarez, considera o projeto - premiado como melhor trabalho social em 1998 pela Fundação Getúlio Vargas e a Fundação Ford - um modelo a ser adotado em todas as aldeias indígenas do País. "Este tipo de agricultura afasta o fantasma da fome, que está se tornando comum em diversas tribos", disse Alvarez. "Outras etnias já entraram em contato conosco para obter as sementes."

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