Índios de MS protestam por pressa em investigação

Cerca de 80 índios guarani-caiuás, de uma família composta por 200 membros, invadiram no início da tarde de hoje a Fazenda São Luis, situada em Paranhos, na divisa com o Paraguai, em Mato Grosso do Sul. A invasão tem o objetivo de acelerar as investigações policiais para descobrir o paradeiro do professor indígena Rolindo Vera. Ele desapareceu no dia 31 de outubro junto com a vítima de homicídio Genivaldo Vera, quando foram expulsos do imóvel durante tentativa de invasão.

JOÃO NAVES DE OLIVEIRA, Agência Estado

20 de agosto de 2010 | 17h06

O corpo de Genivaldo foi encontrado uma semana depois, boiando em um rio longe do local do crime. O caso ainda está sendo investigado pela Polícia Federal (PF) de Naviraí para conclusão do inquérito e remessa do processo ao Judiciário.

Dez meses depois do episódio e convictos de que Rolindo também está morto, os índios voltaram na propriedade rural, montaram acampamento e agora reivindicam os restos mortais do desaparecido para a realização do funeral. Eles alegam que "sem o corpo não há espírito, nem motivo para o funeral".

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