Índios bloqueiam MS-289 para tentar autorização de enterro

Um grupo de 200 índios da etnia guarani-kaiowás, está bloqueando a rodovia MS-289 desde sexta-feira da semana passada, no Mato Grosso do Sul. Eles querem autorização da Justiça Federal, para sepultar o corpo da índia Churetê Lopes, de 70 anos, na Fazenda Madama onde foi assassinada segunda-feira última, quando fazia parte da invasão do imóvel junto com 80 índios da Aldeia Taquapery.A fazenda com 2.600 hectares, fica entre os municípios de Coronel Sapucaia e Amambaí, extremo sul do Estado, na divisa com o Paraguai e segundo os kaiowás ocupa uma parte da Aldeia Taquapery, reivindicada pelos manifestantes. No dia 4 deste mês, invadiram a propriedade rural e no dia 8 foram expulsos do local por 40 homens armados. Na ocasião, Churetê recebeu um tiro no peito e morreu instantaneamente.Até sábado, o corpo da índia ainda era velado na aldeia, aguardando a autorização. No mesmo dia, foi comunicada a decisão Tribunal Regional Federal de São Paulo, negando o pedido, o que revoltou os índios. O procurador da República na região, Charles Stevan da Mota Pessoa, acha que o crime tenha sido cometido por milicianos contratados. O Conselho Indigenista Missionário, afirma ser obra de jagunços, "o braço armado dos fazendeiros".

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