Índio mata membro da tribo, foge e é preso em Itanhaém

Apesar de ser indígena, Adelson da Silva deverá ser processado e julgado, pois apresenta indícios de cultura

Rejane Lima, do Estadão,

10 Outubro 2007 | 18h46

Uma briga por questões de família acabou em tragédia em uma tribo indígena em Itanhaém, litoral Sul de São Paulo. Após ter permanecido sete dias em coma, o índio guarani-myba Carlinho da Silva, de 20 anos, morreu na segunda-feira, 8. No último dia 2, ele havia sido agredido com várias pauladas por Adelson da Silva, de 23 anos, da mesma etnia, preso na terça-feira.   De acordo com o delegado titular do 1.º. Distrito Policial de Itanhaém, Luiz Antonio Pereira, a Fundação Nacional do Índio (Funai) ajudou a polícia a localizar o índio Adelson, que fugiu após cometer o atentado. Ele foi preso em uma aldeia vizinha, em Mongaguá, onde estava escondido na oca de parentes. O delegado contou que vários índios presenciaram o crime, mas foram impedidos de socorrer a vítima porque eram ameaçados por Adelson, que segurava um revólver na outra mão.   "Quando ele foi preso a arma estava com ele. Foi detido por porte ilegal em flagrante e recebeu prisão temporária de 30 dias pelo homicídio", disse o delegado. Ele explicou que apesar de os índios não poderem ser enquadrados nas leis em alguns casos, a lei deve se aplicar nesse caso, pelo índio em questão apresentar indícios de cultura. "Ele sabe escrever e tinha um emprego pago pela Funai em sua aldeia", afirmou o delegado.   Adelson da Silva está preso na Cadeia Pública de Itanhaém. Segundo o delegado, a tribo guarani-mbya é considerada pacata e não são comuns ocorrências violentas envolvendo indígenas do litoral sul.

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