Indio faz campanha no RJ para garantir voto no feriado

O deputado Indio da Costa (DEM), candidato a vice-presidente na chapa do tucano José Serra, voltou a manifestar hoje preocupação com a possibilidade de muitos eleitores viajarem no feriado prolongado de Finados (2 de novembro), deixando de votar no dia 31. Ele participou de panfletagem na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, zona norte do Rio de Janeiro, durante a qual foi erguido um cartaz assinado pela Juventude do PSDB com a frase "Não troque 4 dias por 4 anos".

EQUIPE AE, Agência Estado

17 de outubro de 2010 | 18h39

"O Gabeira já perdeu eleição por causa disso", disse Indio a um grupo de cabos eleitorais que orientava antes da caminhada. Ele referia-se à derrota de Fernando Gabeira (PV) para Eduardo Paes (PMDB), em 2008, por pouco mais de 55 mil votos, no segundo turno da eleição para a prefeitura do Rio, que também ocorreu em véspera de um feriado. Durante as abordagens no parque, Indio apresentou-se como o primeiro vice carioca desde Nilo Peçanha, há 104 anos, e pediu a dezenas de pessoas que viajem apenas no domingo, 31, depois de votar.

O deputado do DEM não citou a questão do aborto nas conversas ouvidas pela reportagem. Mas atacou a candidata Dilma Rousseff (PT) quando uma mulher disse que não votaria em Serra por acreditar que, se eleito, ele privatizaria a Petrobrás. "É mentira. Estão inventando isso para tirar voto do Serra. Não tem projeto de privatizar nada. O que tinha de ser privatizado já foi", disse.

Indio comeu cachorro-quente, pegou criança no colo, beijou mulheres e chegou a gastar 15 minutos para tentar convencer um homem a mudar de voto. Como o eleitor permaneceu relutante, o deputado anotou o seu telefone em um panfleto de campanha e o entregou. A uma médica, ele atacou o que chamou de aparelhamento do Estado na gestão petista. "Com a Dilma, pode tudo, é só ser amigo do pessoal do PT. Com a gente, não, tem que fazer concurso". Em seguida, outra mulher questionou de onde um eventual governo tucano tiraria dinheiro para bancar a promessa de salário mínimo de R$ 600.

Durante a caminhada, foi distribuído material de campanha produzido especificamente para o Rio, com promessas como levar o Metrô a Niterói, São Gonçalo e Itaboraí. "Faltam só 14 dias. Temos que nos concentrar nas propostas. Não percam tempo com provocações", disse Indio a cabos eleitorais. Ele elogiou as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) criadas pelo governo de Sérgio Cabral Filho (PMDB), que apoia Dilma, e prometeu expandir o Bolsa Família, programa do governo petista.

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