Índio da Costa vai alavancar campanha de Serra, diz Rodrigo Maia

Para Maia, escândalo de corrupção no governo Arruda não deixará rastros que possam prejudicar a eleição de tucano

Rosa Costa, de O Estado de S.Paulo

01 Julho 2010 | 18h52

BRASÍLIA - Alvo de críticas de aliados por ter exigido para seu partido a prerrogativa de indicar o vice do candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), acredita que agiu de forma correta. Ele prevê que a escolha de um nome que não estava cotado para o cargo, o deputado Índio da Costa (RJ), vai surpreender quem não o conhece e ajudar a alavancar a campanha de Serra.

 

Para Rodrigo Maia, o escândalo de corrupção no governo do então único governador dos Democratas, José Roberto Arruda, não deixará rastros que possam prejudicar a eleição do tucano. Ele nega a existência de dossiês ligados a esse caso - apontados pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson - contra filiados de seu partido.

 

Como o senhor responde às críticas em relação à escolha de um deputado do seu Estado, ligado à sua família, para ser o vice de José Serra (PSDB) na disputa da Presidência da República?

 

Digo que as pessoas vão se surpreender no processo eleitoral, vão ver a qualidade do deputado, sua capacidade de trabalho, mobilização e de criatividade. Respondo as críticas com a certeza de que no dia 3 de outubro, estaremos vencendo as eleições e todos terão certeza de que a indicação do Índio da Costa foi uma indicação que agregou não apenas por ele, mas também pela união dos democratas.

 

O presidente do PTB, Roberto Jefferson, falou ao Estado sobre a existência de dossiês contra integrantes do DEM relacionados ao esquema de corrupção no governo de José Roberto Arruda.

 

Não vou ficar batendo boca com o Roberto Jefferson. Acho que o Roberto conhece a gente e sabe que isso não é verdade. Eu prefiro não responder a ele, que está na nossa aliança. Espero que daqui para frente o Roberto Jefferson possa somar com a chapa majoritária.

 

O senhor não teme o risco desses fatos do Distrito Federal prejudicarem a campanha de José Serra?

 

De forma alguma. Todos passam pelas suas crises e cada um responde de uma forma. Acho que a resposta dada pelos Democratas terá respaldo na sociedade. O DEM não se esquivou de tomar nenhuma providência por causa desses problemas. E isso vai ser sempre levado em consideração na hora da análise da sociedade a respeito do nosso partido.

 

A demora do PSDB em negociar a indicação do vice-candidato foi ruim para o seu partido?

 

Não, foi uma construção que nós tentamos antecipá-la, mas que acabou mesmo ficando para o último momento. O importante é que as coisas caminharam de forma correta. A campanha começa aqui, cada um com as suas chapas e com a unidade de seus partidos. Caberá à nossa campanha mostrar porque o Serra deve ser o presidente da República e não a Dilma.

 

Até que ponto o vice-candidato ajuda na campanha?

 

O vice pode ajudar, sim, depende da sua capacidade de trabalho e isso eu acredito que o Índio tenha. Mas muito mais do que o vice individualmente ajudar, acho que a unidade dos democratas é que vai ajudar a trazer votos.

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