Indicados para CPI saem até esta quinta, dizem governistas

Não há previsão de a oposição ficar com a relatoria; governo ai trabalhar para proteger a Petrobras

TÂNIA MONTEIRO E LEONÊNCIO NOSSA, Agencia Estado

19 de maio de 2009 | 14h16

Os senadores Aloizio Mercadante (PT-SP) e Romero Jucá (PMDB-RR) disseram  que até quinta-feira o governo quer indicar os nomes que vão compor a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras no Senado. Não há previsão de a oposição ficar com a relatoria. Segundo disse Jucá após reunião de líderes da base aliada com o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília, cada líder vai conversar com a bancada para discutir a composição, inclusive com a oposição.

 

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"Eles quebraram o acordo, desestabilizaram o início da relação. Mas mesmo assim queremos conversar com a oposição", disse Jucá, acrescentando que o governo tem maioria sólida na CPI, mas que é importante a contribuição da oposição nessa discussão. Ele disse ainda que o governo não tem preocupação com as indicações do PMDB e que vai trabalhar para proteger a Petrobras nas investigações.

Depois de afirmarem que a presidência e a relatoria não decidem o rumo da CPI, Mercadante disse que o governo está colocando os melhores quadros na comissão para fazer um grande debate. Ele lembrou que no governo anterior a ala governista nunca deixou que a oposição assumisse a presidência ou a relatoria. "É sempre importante que a presidência e a relatoria estejam na mão dos partidos do governo. No governo anterior, se vocês pegarem todas as CPIs, elas foram presididas ou pelo DEM, ou pelo PSDB ou pelo PMDB, que eram partidos que davam sustentação ao governo", afirmou.

"No nosso governo nem sempre foi assim, porque em alguns momentos fizemos acordos com a oposição. A CPI dos Correios, por exemplo, foi uma CPI que a relatoria e a presidência eram da PT e PMDB e todas as denúncias foram apuradas com rigor", disse o petista. "Nos queremos que a CPI apure os fatos, aprofunde o papel da Petrobras, abra discussão sobre o marco regulatório e discuta os critérios de distribuições dos royalties no Brasil. Esperamos que seja uma possibilidade de discutir o papel da Petrobras na economia."

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