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Indicado pelo Solidariedade, deputado já fala como ministro do MDA

Em encontro com o ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil, o deputado Zé Silva (MG) apresentou, nesta terça, 16, um balanço das principais necessidades da futura pasta, que inclui, segundo ele, a falta de recursos

Carla Araújo e Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2016 | 16h04

BRASÍLIA - Indicado pela bancada do Solidariedade para ocupar o futuro cargo de ministro do Desenvolvimento Agrário, o deputado Zé Silva (MG) apresentou nesta terça-feira, 16, ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, um balanço das necessidades da futura pasta e já fala dos desafios que deve enfrentar. A principal reclamação da sigla é a falta de recursos para a pasta que o presidente em exercício Michel Temer pretende recriar após a definição do processo de impeachment.

"Estou para cumprir missão do partido. Quando participamos do governo não é por cargos, mas por suas teses", disse Silva ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. O provável futuro ministro destacou que, no retrato da reforma agrária desenhado pelo partido, foi identificado um déficit de 170 mil casas. Engenheiro agrônomo, o deputado afirmou que mesmo diante das dificuldades orçamentárias trabalhará para "fazer os ajustes necessários" e garantir "agenda positiva". O Palácio do Planalto ainda não confirmou a indicação de Silva, mas Padilha já adiantou que a definição seria da bancada do Solidariedade.

O deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD-SP), acompanhou Zé Silva na visita à Casa Civil. "Nós apresentamos ao ministro e aos técnicos do governo um diagnóstico do Incra e do MDA que a gente achou. Se o PT assaltou a República, lá eles depenaram", disparou. "Acabaram com todo o projeto de reforma agrária que tinha, gastaram 88% do orçamento em quatro meses, não só empenharam como pagaram", acrescentou.

Paulinho, que negociou com o governo a indicação do ministro para a pasta, disse que essa situação "não pode cair nas nossas costas". "Os dois órgãos não têm condições operacionais de fazer nada este ano, não dá pra assentar uma família", afirmou. Segundo o deputado, Temer já tinha firmado o compromisso de recriar o MDA, o que foi confirmado na semana passada por Padilha.

Apesar de dizer que já trabalha como presidente efetivo e não pode pensar como interino, Temer pretende fazer "ajustes pontuais" nos ministérios após a conclusão do processo de impeachment, o que deve incluir a recriação do MDA. As mudanças devem atingir também o Ministério da Saúde, a Advocacia-Geral da União (AGU) e possivelmente o Esporte.

Interlocutores de Temer defendem a recriação de uma pasta voltada para as mulheres para tentar minimizar as críticas de que o governo é majoritariamente masculino.

O presidente em exercício tem pedido, porém, que interlocutores não usem o termo reforma ministerial para evitar um sentimento de insegurança, principalmente no mercado financeiro, que poderia vir a especular, por exemplo, em relação à permanência de Henrique Meirelles na Fazenda. O titular da economia conta com o prestígio do presidente, mas já foi alvo de embates com a área política do governo e recentemente teve que ceder em matérias importantes, como a renegociação da dívida dos Estados.

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