Indicação na corte contou com ajuda do padrinho Sarney

Ex-secretário-geral da Mesa do Senado por 12 anos, o ministro Raimundo Carreiro foi eleito para o Tribunal de Contas da União com o apoio de mais de 70 senadores, graças ao empenho do padrinho José Sarney (PMDB-AP). Foi em 1995, quando este assumiu a presidência da Casa, onde ficou até se aposentar em 2007.

Fábio Fabrini,

20 de julho de 2013 | 22h36

Criado entre políticos em São Raimundo das Mangabeiras (MA), Carreiro migrou para Brasília em 1968 e conseguiu um dos 400 empregos da Gráfica do Senado, onde a maioria era de apadrinhados. Em 1973, quando o senador Benedito Ferreira (GO), da Arena, assumiu parte da administração do Senado e mandou demitir metade dos funcionários do setor, ele deu o passo definitivo para ser incorporado à Casa. "Esse pessoal foi para o Senado procurar seus padrinhos. Aí, meu filho, criou-se aquele clima que você sabe: revolução. Para não desprestigiar o senador, decidiram pegar esse pessoal e admitir no Senado", relata Carreiro, que foi para a área de pessoal. Em 1976, graças a um "trem da alegria", Carreiro e os demais contratados pela CLT foram efetivados sem concurso público - exigência que só veio em 1988.

Autoridade em Brasília, o ministro não perdeu os laços com sua cidade nem com a serventia onde mudou seu registro de nascimento. "Fui informado pelo cartório de lá que vocês têm uma matéria sobre a minha retificação", avisou ele na quarta-feira, antes de ser procurado pelo Estado.

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