Indefinição de Itamar inquieta Newton Cardoso

A indefinição do futuro político do governador de Minas Gerais, Itamar Franco (PMDB), está provocando inquietação nos setores peemedebistas ligados ao vice-governador Newton Cardoso, que espera com ansiedade poder ocupar novamente a cadeira principal do Palácio da Liberdade, sede do governo mineiro. E uma definição por parte de Itamar não parece estar próxima. Na manhã deste domingo, em Belo Horizonte, o governador mineiro voltou a fazer mistério sobre suas intenções políticas ao afirmar que somente tomará alguma decisão ao final dos prazos eleitorais determinados por Lei. "Vou cumprir todos os prazos eleitorais previstos por Lei antes de tomar alguma decisão", afirmou. Se Itamar não decide se vai tentar a reeleição ao governo do Estado - cargo almejado pelo atual vice-governador - também diz-se cansado de repetir que ainda é "candidatíssimo" às possíveis prévias que irão definir o candidato do PMDB à Presidência, no dia 17 de março. Em um jornal mineiro, cientistas políticos criticaram o "provincianismo" do governador e sua imagem de "teimoso e temperamental", ao afirmarem que Itamar "não é uma liderança nacional, nem um estadista e apenas tornou-se presidenciável porque já foi presidente da República, ao embarcar numa aventura que deu certo, já que era vice de Collor (ex-presidente Fernando Collor)". Um dos autores das pesadas críticas ao governador é o professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Fábio Wanderley dos Reis. Itamar rebateu às críticas dizendo que não foi o acaso que o elegeu para prefeito e senador por duas vezes, além de governador. Em relação à Presidência, o governador de Minas disse que, quando estava à frente do Palácio do Planalto deixou a situação econômica brasileira com índices razoáveis, com a criação do Plano Real. "O professor é um preconceituoso, não entende e não conhece o que se passou nos últimos anos na política nacional. A esse respeito, o aconselharia a ler menos e conversar mais com certas personalidades da política mineira. Cheguei à Presidência por obediência à Constituição", disse.

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