Incra rebate resultado de pesquisa sobre assentamentos

Presidente do Instituto alega que amostra é 'muito pequena para se tirar as conclusões apresentadas'

Isabel Sobral, da Agência Estado,

13 Outubro 2009 | 18h44

O presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart, rebateu nesta terça-feira, 13, os resultados da pesquisa do Ibope sobre a situação dos assentamentos brasileiros. Para o presidente do Incra, a amostra "é muito pequena para se tirar as conclusões apresentadas".

A pesquisa foi encomendada ao Ibope e apresentada também nesta terça pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Foram ouvidas mil famílias assentadas e, segundo o Incra, existem cerca de um milhão de famílias em assentamentos.

"Na minha opinião, essa pesquisa foi direcionada para desqualificar a reforma agrária e dizer que ela não é necessária ao País", declarou Hackbart. "Eu digo que a reforma agrária é necessária e não só para produção, mas para diminuir as desigualdades no País", completou.

O presidente do Incra rebateu principalmente a conclusão da pesquisa de que 72,3% dos assentamentos avaliados não geram renda com a produção, dos quais 37% não produzem nada. "É totalmente equivocado pegar o dado de produção para questionar a reforma agrária porque estamos falando de um universo de pessoas excluídas", afirmou Rolf Hackbart.

Ele acrescentou que também é função da reforma agrária promover cidadania e dar moradia à população excluída.

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