Incra promete R$ 150 milhões e esvazia protestos no Pará

O presidente do Incra, Rolf Hackbart, prometeu hoje para dirigentes da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Pará (Fetagri) liberar R$ 150 milhões para a reforma agrária no sul do Estado, onde se concentram os maiores conflitos pela posse da terra no País. O valor, que é cinco vezes maior que os R$ 33 milhões anunciados em março passado, foi ampliado após o aumento das invasões de terras no chamado "abril vermelho".O presidente da Fetagri no Pará, Antonio de Souza Carvalho, disse que "isso acalma os agricultores e demonstra a intenção do governo em investir de fato na região, onde a reforma agrária estava parada". Em troca das verbas, a Fetagri, o MST e a CPT prometeram desocupar nas próximas horas as sedes do Incra em Tucuruí, São Félix do Xingu e Conceição do Araguaia, além de agências do Banco do Brasil e do INSS.Os acampados anunciaram que irão sair dos prédios, mas prometeram se juntar a outros cinco mil agricultores que estão concentrados na frente da superintendência do Incra em Marabá. Lá, eles irão aguardar a presença de Hackbart e, provavelmente, do ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto. Os dois estarão em Marabá na próxima sexta-feira para discutir com líderes de 58 mil famílias de trabalhadores rurais onde o dinheiro será aplicado. Já está decidido que parte dele será utilizado na melhoria dos assentamentos, recuperação de estradas para escoamento da produção, educação e eletrificação rural.Hoje, em 39 municípios do sul do Pará, existem 378 projetos de assentamento do Incra com uma capacidade para 78 mil famílias, mas somente 50 mil famílias foram cadastradas na região. A meta do Incra este ano é assentar 8.100 famílias na região.

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