Incra é denunciado por água poluída

As 3.600 famílias assentadas pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), nos projetos Itamarati I e II, em Ponta Porã (MS), estão bebendo e utilizando água envenenada. Das 20 mil pessoas que vivem no local, 60% sofrem problemas de saúde, com sintomas de água contaminada. As queixas aumentaram nos últimos três anos, o que levou o Ministério Público Federal a formular denúncia contra o Incra à Justiça Federal.Equipes de promotores estiveram nos assentamentos, no extremo sul do Estado, divisa com o Paraguai, e encontraram uma série de atividades poluidoras. "Há o dano em potencial e o risco de saúde aos assentados", diz o procurador da República, Flávio Carvalho dos Reis.Ontem, o juiz federal substituto da 1ª Vara Federal de Ponta Porã, Ricardo Umberto Rodrigues, determinou que o órgão faça, em 30 dias, estudo laboratorial para avaliar a qualidade das águas e elabore projeto de controle do uso de agrotóxicos nos assentamentos. A multa por não cumprimento da ordem judicial é de R$ 30 mil. O procurador-chefe do Incra no Estado, Antônio Augusto Ribeiro de Barros, afirmou que o órgão não pode cumprir a exigência sozinho.

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