Incor terá novas unidades em São Paulo

O Instituto do Coração deverá montar novos centros de diagnóstico e tratamento na capital paulista, para atender tanto pacientes do Sistema Único de Saúde quanto particulares e de convênios. O projeto, que está sendo estudado pelo novo presidente da Fundação Zerbini, Mário Gorla, prevê postos em alguns bairros de classe média, como o Ibirapuera. "A idéia é agilizar o atendimento e tirar a sobrecarga do Incor", afirmou.Nesses centros, seriam feitas consultas de algumas especialidades, exames de diagnóstico e também atendimento para controle do fumo. Gorla admite que a iniciativa irá atrair uma parcela significativa de pacientes de convênios. "Com uma pequena porcentagem dessa clientela, conseguimos boa parte de nossas verbas. Não há por que mudar isso", afirmou.Ex-presidente da Liqüigás, Gorla pretende que a Fundação Zerbini ganhe visibilidade internacional. "O Incor é conhecido entre médicos, mas a fundação, não. Queremos angariar recursos, globalizar a fundação e para isso estamos nos apresentando." Contatos com Banco Mundial e com a Fundação Bill e Melinda Gates já foram feitos. "Não queremos doação e pronto. Temos uma série de projetos bons e que certamente vão beneficiar a população."Além de terminar as obras do Bloco 2 do Incor, Gorla afirma ser prioritário recolher recursos para a Casa da Aids, administrada pela fundação.As obras para a construção do Incor de Brasília também foram retomadas. Gorla acredita que, até novembro, a nova unidade já esteja em funcionamento. "Precisamos ganhar agilidade; sem ela, certamente vamos perder dinheiro."Nesta quarta-feira, tomaram posse os novos integrantes do conselho consultivo e curador da Fundação Zerbini. "Em vez de esmola, parcerias. É isso que queremos", afirmou a superientendente da fundação, Maria Márcia Verginelli. Nos últimos meses, disse ela, foram feitos contatos com várias prefeituras. A intenção é fazer programas conjuntos para capacitação de pessoal e uso adequado de recursos. Contatos com empresas também foram feitos, para tentar criar alguns programas de parceria.A Fundação Zerbini entraria, por exemplo, com cursos de capacitação, serviços de qualidade de vida e as empresas, com serviços feitos na própria instituição ou com equipamentos. Considerada modelo na área, a Fundação Zerbini passou por problemas de caixa no ano passado. Atividades e gastos tiveram de ser revistas.Criada há 23 anos, a fundação capta os recursos do Incor, com atendimento a pacientes particulares, do SUS e de convênios, e os administra. Parte dos funcionários recebe salários apenas da Fundação Zerbini. Os demais contratados recebem um adicional, também vindo da fundação.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.