Incêndio destrói 300 hectares de reserva da Marinha em Iperó

Um incêndio destruiu 300 hectares de remanescentes da mata atlântica em área sob monitoramento ambiental do Centro Tecnológico da Marinha, em Iperó, a 130 quilômetros de São Paulo. O fogo, que teve início em local de difícil acesso, na tarde de quarta-feira, só foi controlado nesta madrugada. Os 200 homens mobilizados para combater o incêndio evitaram que as chamas atingissem a Floresta Nacional de Ipanema, localizada em área contígua. As labaredas não transpuseram os aceiros abertos às pressas, com tratores, pela equipe do Programa de Prevenção do Fogo em Florestas do Estado de São Paulo (Previfogo) para proteger a reserva administrada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O incêndio, cujas causas estão sendo apuradas, teve início em um grotão próximo das instalações do Centro Aramar, onde a Marinha mantém usinas de enriquecimento de urânio. A vegetação seca e o calor contribuíram para a rápida propagação das chamas. O primeiro combate foi dado pelos fuzileiros navais. O Corpo de Bombeiros de Sorocaba, funcionários do Ibama e voluntários usaram caminhões-pipa, bombas d?água e abafadores para eliminar os focos. Os últimos focos foram apagados na manhã de ontem. O fogo não atingiu as instalações militares da Marinha. Parte da área destruída tinha vegetação rasteira, onde a floresta iniciava processo de regeneração. O fogo atingiu também trechos de mata fechada com árvores frondosas. Pequenos animais, como tatus, quatis e ouriços morreram carbonizados.

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