Inauguração de Serra vira festa de campanha

O prefeito de São Paulo, José Serra, pré-candidato do PSDB à Presidência da República, foi recebido nesta segunda-feira, pela primeira vez em um ato público, com manifestações populares de apoio à sua candidatura presidencial. Ao chegar ao Jardim Santa Helena, no bairro de São Miguel Paulista, zona leste da capital, para inaugurar uma unidade de Assistência Médica Ambulatorial (AMA), o prefeito paulistano ouviu palavras de ordem de cerca de dez pessoas, entre mais de 100 presentes, dizendo: "Brasil, contente, Serra presidente".Serra desempenhou o papel de candidato em campanha: cumprimentou populares, beijou crianças, visitou as salas de atendimento da AMA, conversou com médicos e atendentes da unidade. Depois, disse que considerava "normal" o apoio à sua candidatura. "É normal que as pessoas se manifestem, face a todo noticiário". Além disso, Serra aproveitou para criticar o PT e o governo Lula."Nós vimos dados, no fim de semana, que entre 2003 e 2004, o mesmo partido (PT), no governo federal e aqui em São Paulo, aumentou em 200 mil os pobres na cidade. Não é brincadeira", disse o prefeito.De acordo com Serra, a informação está fundamentada em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o crescimento da pobreza no município é conseqüência da política econômica do governo federal e de ações municipais para estimular a geração de empregos."O Brasil tem que voltar a andar, para gerar emprego e renda. Não há política de saúde, de educação e de renda mínima capaz de compensar o efeito do desemprego, que é o problema número um", disse o prefeito.O evento transcorreu como um ato de campanha. Logo na abertura, o subprefeito de São Miguel, Samuel Moreira, deu tom eleitoral em seu discurso, ao elogiar Serra como um "estadista". "Seria bom para São Paulo se tivéssemos um presidente estadista, cuidando do emprego, da saúde e da educação", discursou."Qualquer que seja o destino de Serra, São Paulo estará no coração dele", disse o subprefeito, na tentativa de minimizar eventuais queixas que os moradores da região possam apresentar, caso o prefeito não termine o mandato para disputar as eleições de outubro.

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