Inadimplência em condomínios pode aumentar

A redução da multa de 20% para 2% para quem não pagar em dia a taxa de condomínio, prevista no novo Código Civil, deve aumentar a inadimplência, na opinião de Maria Lúcia Abdalla, diretora da empresa OMA, que administra em São Paulo 300 condomínios, nos quais residem 15 mil pessoas. "Há quatro anos, a então síndica do Edifício Alessandra, no Sacomã, reduziu a multa para 5%, com a aprovação dos moradores em assembléia. Foi um desastre. A inadimplência passou de 10% para 20%. As pessoas sem pagar e as contas correndo soltas", advertiu a administradora. Lá se foram dois anos para resolver o problema. "As pessoas precisam entender que a taxa paga o consumo, a segurança, a água, a luz delas. Se um falha, os outros também sofrem", diz Maria Lúcia. De acordo com ela, o setor está dividido quanto ao reflexo da entrada em vigor da nova legislação: o aumento da inadimplência dos atuais 10% a 15% para 20% ou a permanência nos níveis costumeiros. "Porque um inadimplente contumaz será sempre contumaz e quem gosta de estar em dia vai permanecer assim." Maria Lúcia acredita que prevaleça a primeira possibilidade e faz um alerta: "As pessoas têm de pagar suas contas ou o condomínio fecha. Uma ação de cobrança na Justiça já pode levar cerca de quatro anos. Se houver aumento, haverá sobrecarga e mais atrasos." Leia mais em O Estado de S. Paulo.

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