Imprensa enfatiza que cerco se fecha sobre ACM e Arruda

O escândalo da violação do painel eletrônico no Senado Federal foi o assunto da mídia neste fim de semana. Ganhou as principais manchetes dos jornais e a capa de todas as revistas. Na "Veja", o céu azul de Brasília foi tomado por nuvens negras -"Eles encolheram o Congresso", diz a revista, acrescentando que o Senado se transformou na Casa da Mentira com Jader, Arruda e ACM. Para a "Época", ACM e Arruda, acuados nos interrogatórios, estão ameaçados de tombar na guerra do Senado. A "IstoÉ" anuncia o golpe da renúncia de ACM -"Ele mente mais uma vez, crucifica Arruda, não convence o Conselho de Ética e, para se livrar da cassação, planeja abrir mão de seu mandato, colocar o filho no Congresso e retornar à política como governador da Bahia". O Estado de domingo diz que a estratégia da renúncia, que está sendo chamada de Plano B, começou a ser traçada na noite de quinta-feira, quando os carlistas se deram conta de que o depoimento de ACM teve repercussão negativa. No "Jornal do Brasil", o senador gaúcho Pedro Simon (PMBD), sela a sorte dos acusados, afirmando que "Antônio Carlos é culpado" e que a abertura do processo de cassação dele e de Arruda é inevitável. Segundo o "Globo", os dois senadores têm prazo até o dia 15 de maio para apresentarem a renúncia, quando o Conselho de Ética votará o relatório do senador Saturnino Braga (PSB-RJ) para dar início ao processo de perda do mandato por quebra de decoro. Pesquisa "DataFolha", no domingo, revelou que 84% dos paulistanos defendem punição para ACM e Arruda.

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