Importante é deixar claro que não haverá CPI, explica Renan

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), disse que a forma pela qual a CPI dos Bingos será barrada no Senado não é mais importante do que a decisão política tomada pela base governista. Segundo ele, o importante é o sinal que está sendo dado - de que no caso Waldomiro Diniz não vai haver investigação política a não ser que a investigação que está em curso pelo Ministério Público e pela Polícia Federal encontre obstáculos. Renan argumenta que uma CPI como esta, em ano eleitoral, colocaria as diversas correntes políticas da coalizão governista nos Estados em guerra. Em sua avaliação, quando determinado senador assina um requerimento para abertura de CPI ele pode estar tomando esta decisão para prejudicar a corrente política oposta à sua no Estado. A base governista está adotando como argumento também o fato de que a medida provisória extinguindo as casas de bingo torna inexistente o objetivo da investigação. O outro argumento informado por um outro líder governista é que muitas CPIs deixaram de ser instaladas no Congresso, porque os líderes do governo não indicaram os seus membros.A oposição presente no plenário refutava os argumentos do governo. A senadora Heloisa Helena (sem partido) afirmou que a MP não extinguiu o objeto da investigação, porque o que se quer investigar está no passado e, portanto, no período que vai até a extinção dos bingos. O senador Pedro Simon (PMDB-RS), defensor da CPI dos Bingos, afirmou que não terá sido a primeira vez que o governo deixa para o presidente do Senado o ônus de engavetar a CPI. Simon lembrou que o regimento do Senado determina que, ao não haver a indicação dos integrantes da CPI pelos líderes, o presidente do Senado terá de fazê-lo através de ofício. Quando Simon defendeu a CPI para investigar suposta corrupção em empreiteiras, os líderes do governo anterior não indicaram os integrantes da Comissão e Sarney jamais nomeou os integrantes, deixando de haver a instalação.

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