Impeachment voltará forte após o carnaval, acredita líder do DEM na Câmara

Pauderney Avelino disse esperar que a mobilização pelo afastamento de Dilma; Movimento Brasil Livre vai distribuir panfletos e adesivos após feriado

Daiene Cardoso, Estadão Conteúdo

04 Fevereiro 2016 | 17h57

BRASÍLIA - O líder do DEM na Câmara dos Deputados, Pauderney Avelino (AM), disse esperar que a mobilização pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff aumente passado o período de carnaval.

"Muita gente está cantando vitória enquanto nós estávamos no recesso e agora antes do carnaval. Deixa o carnaval passar, deixa o bloco passar, depois a gente vai ver como vai voltar forte a questão do impeachment, sobretudo quando for instalada a comissão processante", previu.

Escolhido nesta semana para liderar a bancada em 2016, Pauderney afirmou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o rito do processo de impeachment atingiu o regimento interno da Câmara, apesar de considerar que os ministros não tivessem essa intenção. "Acredito que eles (ministros) vão sim reformar essa sentença, mesmo porque a Câmara e o Senado não se metem no regimento interno, nem nas questões internas do Supremo", declarou.

Panfletos. Na quarta-feira, 3, representantes do Movimento Brasil Livre (MBL) levaram aos líderes de oposição panfletos que serão distribuídos em todo o País pedindo o afastamento da presidente da República. O panfleto expõe cinco razões para apoiar o impeachment: o esquema de corrupção descoberto na Petrobrás, a crise econômica, o apoio ao que chamam de ditaduras na Venezuela e em Cuba, as promessas de campanha que consideram não cumpridas por Dilma e as pedaladas fiscais. "O PT esquematizou o maior escândalo de corrupção da história do País. Bilhões de reais foram roubados da Petrobrás e dos cofres públicos, tudo para o projeto de poder do PT. Permitir que fiquem no governo é permitir que continuem roubando", diz o panfleto.

Serão distribuídos também adesivos para carro com o slogan "Esse impeachment é meu!". Segundo Renan Santos, do MBL, foram produzidos cerca de 4 mil materiais com o intuito de convencer a população de que o impeachment de Dilma não pode ser vinculado a uma vingança do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), investigado na Operação Lava Jato. "A Dilma quer associar o impeachment ao Cunha, mas esse impeachment pertence à sociedade", afirmou.

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