Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

'Impeachment será célere, como processo dessa gravidade tem de ser', diz Cunha

Presidente da Câmara dos Deputados garantiu que estará na Casa nas segundas e sextas-feiras para ajudar no quórum para a abertura de sessão

Igor Gadelha, Estadão Conteúdo

17 de março de 2016 | 16h47

Brasília - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta quinta-feira, 17, que, no que depender dele, o impeachment da presidente Dilma Rousseff tramitará da forma mais célere possível, como deve ser um "processo dessa gravidade". O peemedebista prometeu estar presente na Casa todas as segundas e sextas-feiras para que sua presença ajude a alcançar o quórum mínimo de 51 deputados necessário para abrir uma sessão e, assim, possa ser contabilizada para os prazos do processo de impedimento da petista.

Eduardo Cunha previu que nesta sexta-feira, 18, talvez o quórum de 51 parlamentares não seja alcançado e não haja sessão, segundo ele, porque alguns deputados já devem ter marcado compromissos. O peemedebista ressaltou, contudo, que na próxima segunda, terça e quarta-feira já estão marcadas sessões da Câmara. "A consciência do Parlamento, de estar aqui para abrir sessão, cada um vai ter a sua. Aqueles que efetivamente acham que esse processo é um processo relevante e tem de ter essa celeridade vão estar aqui para dar presença", disse.

O presidente da Câmara reafirmou sua previsão de que o processo de impeachment deve ser julgado pelo plenário da Câmara em 45 dias, mas ponderou que esse prazo pode ser até menor, a depender também do próprio governo. "Se a presidente quiser enfrentar logo a votação, é só apresentar a defesa imediatamente e pular esse prazo de 10 sessões (que tem para apresentar defesa)", afirmou.

Ele explicou que, após a eleição dos 65 membros da comissão especial nesta tarde, a primeira secretaria da Mesa Diretora deve notificar possivelmente ainda nesta quinta-feira a presidente Dilma para que ela apresente sua defesa.

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