Impeachment no Paraguai preocupa governo brasileiro

A presidente Dilma Rousseff está muito preocupada com a situação do Paraguai e o processo de impeachment que está sendo imposto ao presidente Fernando Lugo. A Câmara dos Deputados paraguaia aprovou nesta quinta-feira uma proposta inesperada para o impeachment do presidente do país, pelo "fraco desempenho de suas funções", após o violento confronto gerado por uma ordem de despejo de trabalhadores sem-terra. A proposta foi aprovada por 73 votos a favor e um contra.

TÂNIA MONTEIRO E SERGIO CALDAS, Agência Estado

21 de junho de 2012 | 12h14

Toda a atenção do governo brasileiro está destinada ao assunto e a presidente Dilma Rousseff já chegou a conversar, na manhã desta quinta-feira, com o presidente do Uruguai, José Mujica, sobre o assunto. Qualquer declaração oficial do Brasil, porém, só deve ocorrer depois que o processo for decidido. O governo Dilma, segundo informações obtidas pela Agência Estado junto à diplomacia brasileira, estaria classificando o episódio como um golpe. Esse processo poderá antecipar inclusive a reunião do Mercosul que está marcada para o fim da próxima semana, em Mendoza, Argentina.

Na última sexta-feira, uma operação do governo paraguaio no nordeste do país para a retirada de sem-terra de uma fazenda particular causou a morte de 11 trabalhadores e seis policiais. Após a votação do impeachment, Lugo disse, por meio de seu porta-voz, que não renunciará ao cargo. "O presidente não vai renunciar e espera que o tempo exigido para sua defesa seja respeitado", afirmou o secretário-geral da Presidência, Miguel Lopez. Com informações da Dow Jones

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