Felipe Rau
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'Impeachment de Temer é querer parar Brasil, não é o mais razoável', afirma Maia

Deputado voltou a afirmar que a decisão da Câmara de barrar a denúncia contra Temer foi democrática; "alguns acham bom outros acham ruim, mas que foi democrática, foi"

Igor Gadelha, Altamiro Silva e Francisco Carlos Assis, O Estado de S.Paulo

21 Agosto 2017 | 13h01

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira que a autorização de um pedido de impeachment contra o presidente Michel Temer agora não parece a coisa mais razoável. Em entrevista à imprensa durante o Fórum Estadão sobre Reforma Política, ele afirmou que a Casa já decidiu sobre o assunto, ao rejeitar a denúncia por corrupção passiva contra Temer, a qual, se tivesse sido aceita, poderia ter levado ao afastamento do presidente do cargo.

"A Câmara já julgou os fatos que estão colocados na maioria dos pedidos de impeachment (de Temer) na denúncia. Se a gente for ficar agora remoendo o mesmo assunto, acho que só vai gerar instabilidade no Pais. A Câmara já decidiu sobre esse assunto. Foi uma decisão democrática. Alguns acham bom outros acham ruim, mas que foi democrática, foi", afirmou, lembrando que a votação se deu por meio de voto nominal e aberto. "Cumpriu todo o regimento", disse. 

A declaração foi uma resposta à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Na semana passada, a entidade entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) com mandado de segurança, com pedido de liminar, para tentar obrigar Maia a analisar o pedido de impeachment de Temer feito pelo órgão. O pedido foi protocolado em 25 de maio deste ano, com base na delação do grupo J&F, mas até agora não teve nenhum despacho por parte do presidente da Câmara.

O pedido de impeachment teve como base a delação dos executivos e donos do grupo J&F, que atingiram Temer e culminaram com a apresentação pela Procuradoria-Geral da República de denúncia por corrupção passiva contra o presidente da República.  "Fazer o mesmo processo com as mesmas informações que temos em um processo de impedimento é a gente querer parar o Brasil. Não me parece a coisa mais razoável", declarou. 

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