Impasse trava formação de palanques no Paraná

Escolha de Álvaro Dias impediu coligação de PT e PMDB com PDT no Estado

Evandro Fadel / CURITIBA, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2010 | 09h22

A indicação do senador Álvaro Dias (PSDB) como vice na chapa presidencial de José Serra (PSDB) impediu que PMDB e PT formalizassem coligação com o PDT, em encontros realizados no domingo, 27, em Curitiba. O candidato seria o senador Osmar Dias (PDT). A decisão foi adiada para quarta-feira, último dia do prazo legal para a apresentação das candidaturas ao Tribunal Regional Eleitoral. A possível coligação tem também o objetivo de dar à candidata a presidente pelo PT, Dilma Rousseff. Mas Osmar resiste em declarar-se candidato e promover uma disputa contra o irmão.

 

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"Estamos num processo de diálogo para construir uma candidatura de unidade, mas não se chegou, até este momento, a uma conclusão", lamentou o governador do Paraná, Orlando Pessuti, ao chegar à convenção do PMDB. "A tendência, hoje, é que o senador Osmar Dias não dispute. Pelo menos ele colocou a sua dificuldade de caráter pessoal, seu constrangimento em fazer uma disputa, um enfrentamento pessoal ao seu irmão."

 

Os peemedebistas delegaram à Executiva regional o poder para decidir sobre o posicionamento do partido nas eleições.

 

As reuniões entre lideranças do PMDB, PT e PDT, além de partidos menores, intensificaram-se sábado. Pessuti, que pleiteia a indicação como candidato ao governo pelo PMDB, mas admite abrir mão em favor de Osmar, chegou a convocar entrevista coletiva no fim da tarde para anunciar o término das conversas e a sua candidatura. Mas, minutos antes, foi chamado para novas reuniões que se estenderam por boa parte da noite e foram retomadas na manhã de ontem.

 

Em rota de colisão com o governador, por não ter gostado das alterações realizadas no secretariado após desincompatibilizar-se para disputar o Senado, o ex-governador Roberto Requião é um defensor da coligação com o PDT, apesar das rusgas com Osmar, a quem derrotou por menos de 10 mil votos nas últimas eleições. "Com inteligência tem que optar pela coligação, o contrário disso é tolice, suicídio político", afirmou.

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