Impasse sobre emendas obriga Temer a cancelar reunião

"Se não houver solução, não votamos nada", afirmou o deputado Eduardo Cunha

DENISE MADUEÑO, Agencia Estado

26 de agosto de 2009 | 14h27

Com a base rebelada com o governo, por causa da falta de liberação do dinheiro do Orçamento da União para a obras nos municípios, por meio de emendas parlamentares, a previsão é que permaneça a paralisia no plenário da Câmara. Sem solução até o início da tarde, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), cancelou a reunião de líderes, marcada para as 14h30, que faria uma avaliação da disposição das bancadas e as possíveis votações do dia.

 

"Se não houver solução, não votamos nada", afirmou o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Como maior partido na Casa, o PMDB vem comandando a obstrução da base. "É o inferno astral do governo. Nada avança sem os compromissos serem cumpridos com data e horário", enfatizou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).

 

Os partidos pressionam o governo a apresentar um cronograma de liberação da verba destinada às prefeituras pelas emendas, caso contrário, não haverá votações no plenário.

 

A obstrução está impedindo a votação de uma pauta de interesse do governo que tem, entre outros itens, o acordo entre o Brasil e o Vaticano e o que permite ao País ampliar suas quotas no Fundo Monetário Nacional (FMI).

 

Nas comissões permanentes, a tropa de choque do governo cumpriu a missão e evitou a votação e aprovação de requerimentos de convocação da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff , e do ministro da Fazenda, Guido Mantega. O DEM e o PSDB, que apresentaram os requerimentos, querem explicações dos ministros sobre suposta interferência do Palácio do Planalto e do próprio ministro da Fazenda em assuntos da Receita Federal, que teriam motivado a demissão coletiva de funcionários do órgão.

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