Impasse por definição de comando adia início da CPI dos Metrôs

Petistas davam como certa indicação de Eduardo Suplicy para presidir trabalhos, mas situação se complicou devido ao PMDB

FÁBIO BRANDT, Estadão Conteúdo

06 de agosto de 2014 | 16h58

Sob protestos do PSDB, a CPI mista do Metrô foi instalada na tarde desta quarta-feira em reunião presidida pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Após a instalação, no entanto, a situação se inverteu e o PT começou a defender a postergação dos trabalhos. Até a noite de ontem, petistas davam como certa a eleição de Suplicy para presidente do grupo e do deputado Renato Simões (PT-SP) para relator, um cargo considerado chave, uma vez que tem a incumbência de definir o cronograma dos trabalhos da comissão. Nesta quarta, no entanto, o PMDB cobrou mais espaço.

Dado o impasse, Suplicy deixou claro que estava presidindo a reunião de forma provisória, até que o titular do cargo fosse eleito. Dono da maior bancada do Senado, o PMDB indicou para a vaga o senador João Alberto (PMDB-MA), que alegou uma "urgência" para viajar ao seu Estado e não comparecer à reunião.

Após discutir com o deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) e com o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que alegaram falta de quórum para considerar inválida a instalação da CPI, Suplicy passou a tentar soluções para eleger ainda nesta quarta presidente, vice e relator. Mas partiu de seu próprio partido uma proposta de adiamento da eleição. "Não acredito que vamos ter uma solução em 15 minutos ou em 1 hora", disse o senador Wellington Dias (PT-PI).

A eleição do comando da CPI ficou marcada para 2 de setembro, às 14h. Após anunciar essa data, Suplicy passou a ouvir protestos da oposição. "Vossa excelência está encerrando a sessão com voto contrário do PSDB", disse Flexa Ribeiro, que poucos minutos antes pedia que a reunião nem fosse inaugurada. "O senhor imaginou os jornais do país todo dizendo que o PT quis essa CPI e afrouxou?", questionou o deputado Fernando Francischini (SDD-PR), que se propôs disputar a presidência do grupo contra João Alberto. A relatoria da comissão também ficou indefinida.

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