André Dusek/Estadão
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Impasse no PMDB pode atrasar nomeação de Moraes

Dois nomes do partido disputam comando da Comissão de Constituição e Justiça, que sabatina indicado para o Supremo

Isabela Bonfim e Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2017 | 22h15

BRASÍLIA - Sem consenso na bancada do PMDB no Senado, a indicação do nome para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), colegiado que vai sabatinar o novo ministro do Supremo Tribunal Federal, foi adiada. Depois de discussões ao longo do dia, os senadores do PMDB encerraram a reunião após as 21 horas desta terça-feira, 7, e não conseguiram chegar a um acordo sobre quem presidirá a CCJ.

Nova reunião está agendada para esta quarta-feira, 8, caso não haja consenso ou desistência dos candidatos. A CCJ é a comissão que analisará a indicação de Alexandre de Moraes para o STF.

Três candidatos disputavam a vaga: Edison Lobão (PMDB-MA), Raimundo Lira (PMDB-PB) e Marta Suplicy (PMDB-SP), mas a senadora desistiu para ficar com a presidência da Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Como Lobão é o candidato favorito da cúpula do partido, peemedebistas buscam uma solução para que Lira também desista da vaga.

Lobão acredita que a decisão terá de ser tomada em eleição interna da bancada. Já Lira gostaria de levar a decisão para dentro da CCJ, onde todos os senadores participantes, inclusive de outros partidos, pudessem votar e escolher o novo presidente do colegiado. 

Renan Calheiros (PMDB-AL), como líder do PMDB, prefere que a questão seja esgotada na bancada. “Não cogito indicar dois ou três nomes. Isso seria a falência do líder. O papel do líder é fazer convergência”, afirmou. Renan apoia a candidatura de Lobão, investigado na Operação Lava Jato.

Apesar de Renan pedir que a questão não seja levada à CCJ, Lira está irredutível. “Vou esgotar todas as possibilidades seguindo os trâmites”, afirmou.

Mesmo após o apelo do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), para que o impasse fosse resolvido até esta terça-feira, 7, não houve acordo. Caso uma solução seja encontrada até esta quarta-feira, 8, Eunício considerou que a indicação de Moraes para o STF pode ser votada em plenário até 22 de fevereiro. “Não há necessidade de acelerar. É um compromisso desse presidente cumprir o rito da Casa.”

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