Impasse mantém funcionários da Funasa em assembléia

Lideranças se revoltaram quando descobriram que o chefe do Xingu seria exonerado do cargo

Milton F.da Rocha Filho, da AE

26 Outubro 2007 | 19h37

Os índios da aldeia Pavuru, no Xingu, no Mato Grosso, mantêm assembléia extraordinária desde quinta-feira, com oito servidores da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) que participavam de um encontro sobre o plano de trabalho de saúde na aldeia para os próximos três anos, quando as lideranças foram informadas de que o chefe do Distrito Sanitário do Xingu, Jamir Alves Ferreira, no cargo desde de 2005, seria exonerado.   Isso revoltou os índios, que possuem uma relação muito boa com ele e não querem sua saída, explicou o índio Marcelo Camaiurá, da Aldeia Pavuru, também dizendo que "não se fez refém algum aqui".   Camaiurá explicou que não se está mantendo ninguém como refém, mas sim em assembléia extraordinária. "Nós da Aldeia Pavuru havíamos decidido que o chefe Jamir deveria continuar como responsável pelo Distrito Sanitário do Xingu. E levamos isto para a reunião com a Funasa, quando fomos informados de que ele havia sido exonerado do cargo. Isso nos deixou aborrecidos e queremos que se revogue sua exoneração. Estamos esperando dois diretores da Funasa para conversar sobre o assunto. Todos esperam estes diretores, até os funcionários da Funasa que estão conosco. Não mantemos ninguém como refém. Isto não corresponde a verdade", disse .   A decisão da Funasa descontentou os indígenas porque eles não foram consultados sobre a mudança. Todos os funcionários da Funasa estão passando bem, não há violência e eles já entraram em contato com os familiares, disse Marcelo Camaiurá

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