Impasse com PMDB sobre reforma ministerial faz Dilma adiar viagem aos EUA

Presidente iria nesta quarta para Nova York, onde vai participar da Assembleia-Geral das ONU, mas só embarcará na quinta

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

22 de setembro de 2015 | 12h15

BRASÍLIA - Diante do impasse com o PMDB sobre a reforma ministerial, a presidente Dilma Rousseff decidiu viajar somente na quinta-feira, 24, para Nova York, onde vai participar da Assembleia-Geral das Nações Unidas. A previsão inicial era de que ela embarcaria nesta quarta, 23.

Na primeira rodada de conversas com o PMDB na segunda-feira, a cúpula do partido avisou a Dilma que não iria indicar nomes para compor o governo. O vice-presidente Michel Temer chegou a sugerir que ela adiasse a reforma ministerial.

A ideia de Dilma era anunciar quais pastas seriam cortadas até quarta-feira, antes de embarcar para Nova York. Nesta terça, a presidente vai se reunir novamente com nomes do PMDB para tentar chegar a uma solução.

Para o Palácio do Planalto, ainda não está claro se a posição do PMDB é mais um gesto na direção do rompimento com o governo ou se o partido estaria tentando ganhar tempo para negociar um espaço maior na Esplanada. No desenho inicial de Dilma, a legenda teria direito a três ministérios - atualmente, o PMDB detém seis pastas. 

Antes da Assembleia-Geral, Dilma vai participar da Cúpula das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável 2015, que ocorre entre sexta e domingo. Devem acompanhar a presidente na viagem os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Joaquim Levy (Fazenda) e Izabella Teixeira (Meio Ambiente).

Segundo assessores palacianos, não houve adiamento da viagem, porque a previsão sempre foi de que Dilma embarcaria somente na quinta.

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