Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters

Imagens mostram fotógrafo do Estadão caído no chão cercado por apoiadores pró-Bolsonaro

Sequência de fotos registra Dida Sampaio cercado por manifestantes após ser empurrado durante ato em Brasília; ao se levantar, ele foi agredido

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de maio de 2020 | 23h04

O fotógrafo do Estadão Dida Sampaio foi agredido neste domingo, 3, por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro quando acompanhava uma manifestação pró-governo realizada neste domingo, 3, em Brasília. Sampaio registrava imagens do presidente em frente à rampa do Palácio do Planalto, numa área restrita à imprensa, quando foi agredido.

Sampaio usava uma pequena escada para fazer o registro das imagens quando foi empurrado por manifestantes. Ao cair e bater com cabeça no chão, ele foi cercado por apoiadores do presidente, como mostra essa sequência de fotos. Os manifestantes gritavam palavras de ordem, como “fora Estadão” e “lixo”.

Após se levantar, o fotógrafo foi agredido com socos, chutes e tapas. Sampaio precisou deixar o local rapidamente para uma área segura e buscou o apoio da Polícia Militar. O fotógrafo registrou um Boletim de Ocorrência. No documento, Sampaio relata que passou por “uma espécie de corredor polonês”, quando tentava sair do local. 

O motorista do jornal, Marcos Pereira, que apoiava a equipe de reportagem, também foi agredido fisicamente com uma rasteira. Júlia Lindner e André Borges, jornalistas do Estadão que também acompanhavam a manifestação em outro ponto da Esplanada, foram insultados, mas não sofreram agressões físicas.

Vencedor de dois prêmios Esso e três Vladimir Herzog, Sampaio trabalha no Estadão desde 1994. Do exato ponto da Praça dos Três Poderes em frente ao Palácio do Planalto onde foi agredido por bolsonaristas, ele já captou as tradicionais subidas pela rampa dos presidentes eleitos - Fernando Collor (1990), Fernando Henrique (1995 e 1999), Luiz Inácio Lula da Silva (2003 e 2007), Dilma Rousseff (2011 e 2015) e Jair Bolsonaro (2019) - e de visitantes internacionais, como Bill Clinton (1997), Nelson Mandela (1998), papa João Paulo II (1991) e Barak Obama (2011).

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