Ideli terá 'linha direta' com Dilma, diz líder do PMDB

O líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), afirmou que o partido vai colaborar com a nova ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que substituirá Luiz Sérgio no cargo. "Vamos ajudar a Ideli", assegurou o líder. Alves lembrou que, sendo uma escolha pessoal da presidente da República, Ideli terá a "confiança" e "linha direta" com Dilma Rousseff, atributos que ele aponta como fundamentais para o exercício do cargo.

ANDREA JUBÉ VIANNA, Agência Estado

10 de junho de 2011 | 17h45

Nesse contexto, Henrique Alves avaliou que Luiz Sérgio não conseguiu exercer sua função na plenitude, em parte, porque não tinha "linha direta" com Dilma, prerrogativa com a qual seu antecessor no cargo, Alexandre Padilha (hoje no Ministério da Saúde), contava em seu relacionamento com o ex-presidente Lula. Além disso, o peemedebista lembrou que o ex-chefe da Casa Civil Antonio Palocci "atrofiou um pouco a articulação política", comprometendo o desempenho de Luiz Sérgio.

Alves reconheceu que Ideli "não tem convivência" com os deputados, porque sua Casa de origem é o Senado. Mas acredita que por ser um nome da escolha pessoal de Dilma, terá essa "linha direta" com a presidente. Ele complementou que a avaliação do PMDB sobre Ideli é positiva, por seu "caráter e firmeza".

O peemedebista enumerou os requisitos para o bom desempenho do cargo, em sua visão: "tem que ter capacidade de ouvir, humildade, habilidade para lidar com o parlamento, abrir um espaço respeitoso com a oposição". Ele acrescentou que o Planalto não pode se preocupar só em zelar pela economia. "A política também tem que ir bem", frisou.

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