Ideli sinaliza que governo não deve renovar decreto

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, sinalizou hoje que o governo não renovará o decreto que cancela os restos a pagar relativos a 2009 que não forem executados até 30 de junho. A ministra reconheceu a legitimidade do apelo dos parlamentares que desejam ver suas emendas liberadas e executadas, mas ponderou que as questões centrais do governo são o controle da inflação, o rigor fiscal e a contenção de gastos.

ANDREA JUBÉ VIANNA, Agência Estado

28 de junho de 2011 | 18h22

"Tenho a convicção de que essa questão econômica do controle da inflação deverá ter grande peso na decisão que vem sendo sinalizada de não prorrogação do decreto", declarou a ministra. "O importante é controlar a inflação e continuar crescendo e distribuindo renda. Isso é responsabilidade da presidenta e do Congresso também", acrescentou.

Em visita ao Congresso para articular a aprovação da Medida Provisória 527, que institui o Regime Diferenciado de Contratações (RDC) para as obras da Copa do Mundo e das Olimpíadas, Ideli afirmou que tem "expectativa muito positiva" quanto ao resultado da votação. "A responsabilidade do parlamento com as obras da Copa e da Olimpíada vai ser demonstrada de forma clara e inequívoca", declarou a ministra.

Sobre denúncia da revista Veja de seu suposto envolvimento no chamado "dossiê dos aloprados", Ideli reafirmou que não teve "qualquer participação nesse processo". Ela também declarou que está tranquila e que não terá dificuldade de prestar esclarecimentos sobre o caso. "É um assunto de mais de cinco anos que não tem nenhum fato novo", disse.

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