Ideli quer evitar que CPI investigue ONG da filha de Lula

Segundo senadora petista, não se pode usar a apuração da comissão para atingir presidente

ROSA COSTA, Agencia Estado

04 de outubro de 2007 | 20h48

A líder do bloco do governo, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), pôs nesta quinta-feira, 4, um "freio" na CPI das ONGs, que vai investigar irregularidades nas organizações não-governamentais, ao afirmar que a apuração não pode se estender à Rede 13, que teve entre seus criadores Lurian Cordeiro, filha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.   "Se esta CPI tiver como objetivo reproduzir a CPI dos Bingos, só para atingir o presidente Lula, não estará fazendo um grande serviço à Nação", alegou. "O que não se pode é trazer para investigação só porque, quem sabe talvez, haja a possibilidade de chegar ao presidente da República".A líder afirma não ter informação de que a Rede 13 recebeu dinheiro público. A informação que corre no Senado é outra. Segundo parlamentares, a ONG que teve entre seus criadores Lurian e o ex-churrasqueiro de Lula, Jorge Lorenzetti, que funcionava como um braço do Fome Zero - e que já foi extinta - teria recebido de governo federal R$ 7,5 milhões. A denúncia levanta a suspeita de que a organização atuava como veículo de repasse de verbas públicas a petistas.

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