Ideli garante que relações com PDT 'não estão abaladas'

Chefe da Secretaria de Relações Institucionais afirma que não há estremecimento na relação entre governo e partido após mais uma denúncia de irregularidades no Ministério do Trabalho

Tânia monteiro e Ricardo Della Coletta , O Estado de S. Paulo

10 de setembro de 2013 | 17h56

A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse nesta terça-feira, 10, que as relações do governo com o PDT "não estão abaladas" por causa do afastamento do secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Emprego, Paulo Roberto Pinto.

Ele pediu exoneração do cargo nesta terça-feira, um dia após a Polícia Federal deflagrar a Operação Esopo, que apura envolvimento de Paulo Pinto e outros servidores do ministério em esquema de desvio de verbas de convênios com uma entidade sem fins lucrativos. Três outros funcionários e ex-funcionários do ministério foram presos por causa das denúncias de irregularidades na execução de convênio com ONGs relacionadas a uso indevido do dinheiro público.

O Palácio do Planalto esperava que Paulo Pinto tivesse pedido o seu afastamento ainda nesta segunda-feira, 9, quando eclodiram as denúncias. O Planalto aceitou até que o pedido de afastamento fosse temporário, enquanto durassem as investigações da PF. Mas Paulo Pinto resistiu e permaneceu no cargo. Mas sua situação ficou insustentável e ele acabou pedindo exoneração do cargo na tarde desta terça.

"A palavra da presidenta em todos esses casos é a mesma. Que apresente as justificativas, que se defenda e, ficando insustentável, que saia do governo. E parece que foi isso que aconteceu", declarou a ministra Ideli, em entrevista no Planalto, após cerimônia de assinatura de convênios com prefeitos de cidades atingidas pela seca.

Questionada se as relações com o PDT ficavam abaladas por causa disso, a ministra Ideli disse que não.

A ministra Ideli lembrou ainda que, em no discurso durante a sanção dos royalties do petróleo, na segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff fez questão de fazer muitos elogios ao deputado André Figueiredo (PDT-CE), que foi o relator, sugerindo que esse problema não tem nada a ver com o partido.

"Nós tivemos ontem (segunda) uma demonstração de bastante reconhecimento na sanção dos royalties, quando ela agradeceu o empenho do André Figueiredo, líder do PDT", declarou Ideli.

Número dois. Paulo Pinto é filiado ao PDT e foi também número 2 no Ministério do Trabalho quando Carlos Lupi, presidente do partido, era o titular da pasta. Pinto também foi ministro por cinco meses de dezembro de 2011 a maio de 2012.

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