Ideli avalia como positivo 1º semestre do governo Dilma

A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, fez balanço positivo sobre o primeiro semestre do Governo Dilma Rousseff, além de avaliar como satisfatório o primeiro mês à frente da Secretaria de Relações Institucionais. Segundo a ministra, por vários motivos "o governo teve condições efetivas de manter um diálogo e restabelecer uma relação com as lideranças, com o Congresso, e isso ficou visível no resultado das votações e no próprio coquetel de confraternização realizado ontem", afirmou.

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

14 de julho de 2011 | 20h08

Ideli acrescenta que o governo Dilma tem como foco assuntos que modificam para melhor o cotidiano dos brasileiros. "O governo tem que estar preocupado fundamentalmente com essa questão, é por isso que ele existe. Então nós tínhamos em janeiro risco de inflação, tínhamos o problema de como faríamos o controle da inflação sem dar um freio que diminuísse além do necessário a questão do crescimento, precisávamos continuar gerando emprego e fazendo tudo isso ainda com corte de gastos de orçamento e de despesas. Este era o cenário quando começamos o governo da presidenta Dilma", lembra.

A ministra esclarece que, desde que assumiu a articulação política do governo, o momento mais delicado foi tratar do tema dos restos a pagar. "Em primeiro lugar, porque era a reivindicação mais forte, que todos me passavam e, veja bem, nós tivemos neste primeiro semestre uma parceria e uma compreensão do Congresso Nacional extremamente significativa. Havia uma disposição da Presidência da República de fazer cortes, de fazer o ajuste fiscal e o Congresso Nacional deu demonstrações de parceria", explicou.

Para a ministra, um ponto importante na relação com o Congresso Nacional, se deu sobre o ajuste fiscal e o salário mínimo, uma vez que "se não houvesse apoio do Congresso para aprovar o salário mínimo, conforme a regra, nós não teríamos ajuste fiscal" disse.

Economia

De acordo com Ideli, uma observação da presidenta Dilma se refere à necessidade de harmonia entre o Executivo e o Legislativo para avançar na política econômica. "A presidenta usou como exemplo a atual situação dos Estados Unidos. Eles têm um problema econômico gravíssimo que está piorado por causa de problemas políticos. Daqui a um mês ou dois, eles vão precisar fazer uma alteração do limite de endividamento, que precisa de autorização do Congresso Nacional. Como os republicanos e os democratas não se entendem e nenhum tem maioria, provavelmente o presidente americano Barak Obama vai ficar com a faca no pescoço para fazer a alteração" afirmou.

Segundo a ministra, a comparação serve para exemplificar como a situação econômica do Brasil está confortável. "Quando nós poderíamos imaginar uma agência de risco rebaixando títulos dos Estados Unidos. Isso é uma inversão total, porque eles são a referência, as agências são americanas. Então a presidenta usou este comparativo com a situação econômica e política do Obama para mostrar que aqui no Brasil a situação está muito diferente", esclareceu.

Sobre a possibilidade das cobranças no Congresso aumentarem a partir deste segundo semestre, a ministra foi enfática: "É da natureza humana cobrar. A obrigação deles é pedir e a nossa é administrar que o pedido caiba no Orçamento da União", concluiu.

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