Ideia de tarifa a R$ 1 afeta pesquisa no DF

A proposta de uma tarifa de ônibus a R$ 1 a partir de 1.º de janeiro de 2015 é apontada como o principal motivo para que o candidato a governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), tenha caído nas pesquisa Ibope divulgada ontem, que apontou crescimento de Jofran Frejat (PR), autor da ideia.

RAFAEL MORAES MOURA , BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2014 | 02h07

O levantamento mostrou Rollemberg com 57% dos votos válidos (descontados brancos e nulos), ante 43% de Frejat. Na primeira pesquisa Ibope do 2.º turno, divulgada no dia 13, Rollemberg estava à frente com 60% dos votos válidos, enquanto Frejat tinha 40%. A distância de 20 pontos caiu para 14.

Batizada de "Tarifa Frejat", a ideia tem até jingle: "Eu ando de ônibus e vai melhorar, agora vou ter a tarifa Frejat". O candidato, que era vice de José Roberto Arruda (PR), cuja candidatura foi cassada pela Lei Ficha Limpa, chegou a registrar a promessa em cartório. Seus assessores afirmam que a "tarifa" é um fenômeno nas ruas do Distrito Federal e que o candidato tem sido constantemente abordado por eleitores que tiram dos bolsos moedas de R$ 1 e a apontam ao candidato, para evocar a promessa. A pesquisa Ibope, no entanto, frustrou a campanha de Frejat, que apostava numa diferença de apenas sete pontos para Rollemberg.

Para fazer frente à proposta, Rollemberg a classifica de eleitoreira e propõe a implementação de um "bilhete único". "É uma proposta demagógica, eleitoreira. Nós estudamos o Distrito Federal há mais de um ano e meio e apresentamos uma proposta consistente, que é a do Bilhete Único, como já existe em São Paulo e no Rio de Janeiro", disse ele ontem, ao participar de caminhada em Taguatinga ao lado do deputado federal Romário (PSB-RJ), eleito senador.

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