Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

Ideia de cara nova em São Paulo pode até ser boa, diz Marta

Senadora afirmou que continua pré-candidata, mas admitiu possibilidade do PT ter outra candidatura na disputa pela Prefeitura em 2012

Julia Duailibi, Jair Stangler e Gustavo Uribe / SÃO PAULO, Estadão.com.br

22 de agosto de 2011 | 20h17

A senadora Marta Suplicy (PT) negou nesta segunda-feira, 22, que pretenda abrir mão de sua pré-candidatura à Prefeitura de São Paulo em 2012 e avaliou ter grandes chances de vencer a disputa. Por outro lado, ela admitiu a possibilidade do PT ter outra candidatura em vez da sua: "Acho que a ideia de uma cara nova pode até ser boa", declarou. A pré-candidata se encontrou, no início da noite, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na sede do Instituto Lula, na capital paulista.      

 

Na reunião, o ex-presidente deixou claro que defende um nome novo para a disputa e endossou as palavras da presidente Dilma Rousseff que, na semana passada, teria defendido a permanência da ex-prefeita de São Paulo no Senado. "Eu continuo pré-candidata e nunca pensei em desistir", disse Marta. "Vou continuar indo nos debates, vou faltar a um ou outro, caso tenha essa necessidade, não é para fazer esse escarcéu quando faltar a um", acrescentou. "Aliás, levei o maior susto quando interpretaram que eu não ia, que eu estava desistindo", afirmou ainda.

 

A senadora, cuja candidatura é apoiada por poucas lideranças petistas, faltou a dois encontros com pré-candidatos do PT, na última semana. As ausências deram força a rumores de que ela abriria mão da disputa. Antes da reunião, aliados da ex-prefeita alimentaram essa possibilidade. Disseram que o encontro com Lula seria crucial para definir a sua continuação ou desistência na disputa eleitoral.

 

A senadora disse que, na reunião, o ex-presidente foi muito respeitoso em relação à sua posição. Questionada se o ex-presidente pediu que ela desistisse ela respondeu que "não, de jeito nenhum, ao contrário." "Ele falou: ‘Olha, Marta, tem que deixar o processo andar’. Eu falei: ‘eu também acho que tem que deixar o processo andar’", disse. A ex-prefeita de São Paulo afirmou que a possível realização de prévias para definir o candidato não chegou a ser debatida.

 

Afirmou ainda que Lula teria ressaltado a importância de uma base de apoio sólida no Senado para o governo da presidente Dilma. "Ele falou que a coisa mais importante na ideia dele é o Senado e que ele perdeu governadores para eleger senadores", explicou. "Eu também considero o Senado muito importante, mas eu tenho uma paixão, que é a cidade de São Paulo", acrescentou, reproduzindo o que teria dito ao ex-presidente.

 

Marta Suplicy disse ainda que quando o ex-presidente defendeu um nome novo na corrida eleitoral ela teria explicado a Lula que acha ser a pré-candidata com mais condições de vencer a corrida à Prefeitura de São Paulo. "A gente não tem de se precipitar e eu acho que a ideia de uma cara nova pode até ser boa", admitiu. "Creio que o concorrente mais forte será o Serra e eu tenho condições de ganhar dele", avaliou. Marta também discorda da avaliação de Lula, que acredita que Serra não será candidato. "Ele falou isso pra mim e eu falei que ele estava errado", disse, ao encerrar a entrevista.

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