Ida de Lula a Arruda não foi 'desespero', diz Dilma

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, negou que a ida hoje do presidente Lula à residência do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PFL), tenha sido uma atitude de "desespero" para ver aprovada a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). "Eu acho que isso é um sinal de que o governo, desde o início, sempre esteve aberto às negociações, a acordos, à construção de um consenso, e que a CPMF não é uma questão partidária ou uma questão governamental. É uma questão do País e da Nação", afirmou a ministra, depois de participar de cerimônia de premiação sobre direitos humanos, no Palácio do Planalto. Segundo a ministra, a questão da CPMF não é trivial e o governo vai até o último momento ficar aberto a discussões e a negociações, "porque nós julgamos que esse é um compromisso com a nação, já que a CPMF vai para os mais pobres, para o Bolsa Família, para a Saúde e para a aposentadoria rural." E acrescentou: "Se ela (CPMF) fosse para qualquer um desses programas, sozinho, já era relevante. Para os três, então, é mais relevante ainda. A CPMF é importante para o governo e vamos apelando para o bom senso político". A ministra não respondeu se o presidente deve procurar também o PSDB para negociar a aprovação da CPMF. Ela disse que não tem informação sobre o adiamento de votação. Dilma listou as perdas que os Estados vão ter caso a CPMF não seja prorrogada. Segundo ela, o Sudeste perderia R$ 15 bilhões, o Nordeste R$ 10 bilhões, o Sul R$ 5 bilhões, o Centro-Oeste R$ 2 bilhões e o Norte R$ 2 bilhões. "Nós consideramos a CPMF algo tão relevante para o País, não só para este governo, mas para todos os governadores de Estado".

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