Ibope dá 34% a Marta e 31% a Alckmin na corrida em S. Paulo

Em um eventual segundo turno, tucano teria 47% e petista, 43%, revela pesquisa feita para o ?Estado?

Carlos Marchi, O Estadao de S.Paulo

19 de julho de 2008 | 00h00

Os candidatos Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) apareceram tecnicamente empatados na disputa pela Prefeitura de São Paulo, com ligeira vantagem para Marta, que teve 34%, contra 31% de Alckmin, segundo pesquisa contratada pelo Estado e pela TV Globo e realizada pelo Ibope.Em terceiro lugar aparece o prefeito Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição, com 10%, também em empate técnico com o ex-prefeito Paulo Maluf (PP), que teve 9%. Soninha Francine (PPS) registrou 2%. Como a margem de erro da pesquisa é de 3 pontos porcentuais, Marta pode ter de 31% a 37%, e Alckmin, de 28% a 34%, o que demarca um ponto de intersecção entre as possíveis variações dos dois.Num hipotético segundo turno, Alckmin apareceu à frente de seus dois principais rivais. Contra Marta, registrou 47% a 43%, em situação de empate técnico; contra Kassab venceria por 35 pontos - 58% a 23%. Marta, por sua vez, superaria Kassab por 16 pontos - 51% a 35%. O porcentual de indecisos na pesquisa estimulada é muito baixo, considerando o tempo que resta até as eleições - só 8% disseram que votarão em branco ou nulo e apenas 4% ainda não decidiram em quem votar. Nessa situação, para crescer um candidato não terá alternativa senão tomar votos de oponentes que estão à sua frente. Isso pode não ser fácil para os que têm índices de rejeição mais altos. A maior dificuldade será de Maluf: 61% declaram que não votariam nele "de jeito nenhum". O segundo índice de rejeição mais elevado é de Marta, que sofre restrições de um terço do eleitorado - 33% dos paulistanos disseram que não votariam nela. O terceiro índice de rejeição, de 28%, é de Kassab.O atual prefeito, no entanto, tem um consolo: dos candidatos competitivos, continua sendo o menos conhecido do eleitorado, atesta Márcia Cavallari, diretora do Ibope, e, na leitura das manifestações de vontade do eleitor, o desconhecimento se soma à rejeição. Soninha Francine apresentou uma rejeição mediana: 17%. Alckmin tem o mais baixo índice de rejeição entre os candidatos competitivos: apenas 13% declararam que não votariam nele (seu índice mais alto esteve entre os que têm curso superior - 16%). O índice de rejeição permite estimar se um candidato pode almejar eleger-se a um cargo majoritário ou não, ensinam os especialistas. A chance se esgota se a rejeição beirar os 40%, o que complica Maluf e acende luz amarela para Marta.Na pesquisa espontânea, em que os eleitores devem mencionar um candidato sem nenhuma sugestão do entrevistador, Marta manteve a liderança, já agora fora da margem de empate técnico. Ela alcançou 24% das citações, enquanto Alckmin teve 17% e Kassab chegou a 7%. Maluf reuniu 4% e Soninha Francine, 1%. Os outros candidatos não atingiram 1%.Na pesquisa espontânea, o número de indecisos é maior: 11% afirmam que votariam em branco ou nulo e 34% não souberam ou não quiseram mencionar nenhum candidato - total de 45% de eleitores ainda indefinidos. A avaliação dos governos estadual e federal demonstram que o governador José Serra e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderão ser bons eleitores. O governo Serra é ótimo ou bom para 41% do eleitorado, regular para 37% e ruim ou péssimo para 18%. Já a avaliação do governo Lula é bem superior: 48% de ótimo/bom, 28% de regular e 22% de ruim/péssimo.

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