Ibope aponta aumento no potencial de voto em Roseana

A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), conseguiu, no intervalo de seis meses, ampliar em 115% seu potencial de votos para as eleições presidenciais de 2002. De acordo com a pesquisa CNI/Ibope divulgada hoje, em junho 20% dos entrevistados afirmaram que com certeza votariam ou poderiam votar em Roseana. Em dezembro, esse porcentual subiu para 43%. Roseana perde apenas para o presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, que tem potencial de votos de 52%. A governadora do Maranhão também conseguiu reduzir drasticamente o nível de rejeição ao seu nome. Em junho, 51% dos entrevistados afirmaram que não votariam de jeito nenhum em Roseana. Esse porcentual foi reduzido para 38% em dezembro, o menor nível de rejeição entre todos os potenciais candidatos citados na pesquisa. Lula manteve seu nível de rejeição inalterado, que é de 40%. O ministro da Saúde, José Serra, tem potencial de voto de 27%, mas um nível de rejeição elevado, de 52%. Já o governador do Ceará, Tasso Jereissati, tem um potencial de voto de 10% e um nível de rejeição também elevado, de 50%. Roseana Sarney tem conseguido fortalecer sua imagem de "candidata com conteúdo" junto à população brasileira. A maioria dos entrevistados, que disse ter assistido algum programa político sobre a governadora, considera que Roseana consegue expor bem suas idéias, chama atenção por sua imagem pessoal, além de demonstrar conhecimento sobre os problemas do País. "Na concepção da sociedade, o discurso dela está baseado em propostas", afirmou o consultor político da CNI, Ney Figueiredo. Pelos dados da pesquisa, observa-se que 61% dos entrevistados consideram que a governadora tem apresentado propostas "concretas" para resolver os problemas do Brasil. Outros 48% acreditam que Roseana é a "única" opção para aqueles que não querem votar nos que fazem oposição ao governo. A governadora também conseguiu ser bem avaliada quando o Ibope perguntou aos entrevistados se as propostas da governadora do Maranhão, apresentadas no programa do PFL, eram demagógicas. Dos 2 mil entrevistados, 46% discordaram dessa afirmativa, ante 42% que apostaram que as propostas apresentadas até agora por Roseana são demagógicas e difíceis de serem cumpridas. Dos entrevistados, 51% disseram que já assistiram algum programa político na TV sobre a governadora maranhense. Outros 47% disseram que nunca assistiram.

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