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IBGE teria usado cartões e diárias irregularmente, diz pesquisa

Site do Congresso em Foco mostra que 123 servidores fizeram dobradinha diária-cartão, o que é irregular

da Redação

27 de fevereiro de 2008 | 16h29

Servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) receberam diárias e ainda fizeram saques com o cartão corporativo para fazer a Contagem Populacional e o Censo Agropecuário em 2007. A irregularidade no gasto, segundo levantamento do site Congresso em Foco, estaria na suposta 'duplicidade de pagamento'. Dos cerca de 19 mil  funcionários do IBGE que participaram do censo, um total de 166 servidores tiveram acesso aos cartões. E, desses, 123 (74%) fizeram a dobradinha diária–cartão.   Em resposta, o IBGE nega as irregularidades. De acordo com o diretor-executivo do órgão, em entrevista ao Congresso em Foco, Sérgio da Costa Côrtes, as diárias não são substituídas pelos cartões. Segundo ele, as primeiras servem apenas para as despesas de hospedagem e alimentação. Os corporativos atendem a outros gastos emergenciais, como combustíveis. Côrtes disse que o uso de cartões para pagamentos de hotéis se refere, na verdade, a postos de gasolina que utilizaram máquina de cartões de outros estabelecimentos.     Veja também:   Entenda a crise dos cartões corporativos   Após leitura, Senado instala CPI mista dos cartões  Acordo dá presidência da CPI mista dos cartões ao PSDB   Além disso, desses 166 servidores do órgão que utilizaram o cartão corporativo no ano passado, 92 gastaram R$ 1,29 milhão em cartões e quase meio milhão de reais em diárias, segundo levantamento feito pela entidade, com base nos dados do portal da Transparência, da Controladoria Geral da União (CGU).   Do total de servidores que tiveram os gastos levantados pelo site, dez se destacam. Eles usaram praticamente o mesmo valor das diárias e dos cartões no ano de 2007. Ao todo, gastaram R$ 72.938 em cartões e R$ 72.045 em diárias para fazer os recenseamentos.   Segundo a pesquisa, um servidor de Goiás teria sacado R$ 500 e pago R$ 66 de combustível com seu cartão corporativo no mesmo dia em que recebeu R$ 307,67 em diárias.  Além disso,  dois funcionários do órgão fizeram compras com os cartões corporativos numa videolocadora e numa lavanderia, no Rio de Janeiro.   A polêmica dos cartões começou em 13 de janeiro, quando o jornal O Estado de S. Paulo publicou reportagem, segundo a qual os gastos com cartão corporativo no governo Lula dobraram em 2007 com relação ao ano anterior. A edição trouxe Matilde Ribeiro como líder no ranking dos ministros que mais gastaram nos dois últimos anos.   Matilde Ribeiro, que pediu demissão do cargo, teria usado o cartão para fazer compras em free shops, aluguel de carros e restaurantes. No total, os gastos da ministra chegaram a R$ 171,5 mil, dos quais R$ 121,9 mil para locação de veículos, sempre pagos à mesma empresa. O valor é considerado um recorde na Esplanada dos Ministérios.   Texto atualizado às 18h11

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