IBGE encontra 217 espécies em extinção

O relatório do IBGE revela que há 211 animais e 106 vegetais ameaçados de extinção no Brasil. Na fauna brasileira, oito animais já são considerados extintos e, na flora, duas plantas. O relatório ressalta que esse é um dos mais importantes indicadores para o monitoramento e a avaliação da biodiversidade, e ainda informa a eficácia das medidas conservacionistas.Os dados são de um estudo antigo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), que recolheu as informações em 1989. Um novo levantamento será ser divulgado ainda neste ano, e vai apontar um número bem maior de espécies ameaçadas. "Os números deverão ser maiores porque aprimoramos a forma de investigar. Mas a verdade é que os dois motivos que levam à extinção continuam existindo, que são o tráfico ilegal de animais e o desmatamento", diz José de Anchieta dos Santos, diretor de Fauna do Ibama. "Apenas combatendo isso, acabamos com a ameaça."Os oito animais extintos - que não foram vistos nos últimos 50 anos - são a arara-azul-pequena (Anodorhynchus hyacinthinus), o passarinho tietê-de-coroa (Calyptura cristata), quatro borboletas (Dasyphthalma vertebralis, Eurytides iphitas, Hyalyris fiammetta, Hyalyris leptalina leptalina), uma libélula (Mecistogaster pronoti) e um rato (Juscelinomys candango). E as plantas são a Simarouba floribunda e a Simarouba suaveolensis. PescaO estudo do IBGE também indica mudanças interessantes na produção pesqueira. Entre 1994 e 1999, cresceu muito a aquicultura em água doce - passando de 400 toneladas/ano para 114 mil toneladas/ano - e caiu a pesca extrativa - de 494 mil toneladas para 418 mil toneladas. O dado indica que a criação de espécies está ficando mais comum, enquanto se observa a decadência da pesca de extração. "É uma informação positiva porque mostra que estamos passando a produzir peixe, em vez de simplesmente caçar", analisa Guido Gelli, diretor do departamento de Geociências do IBGE. "É uma forma menos predadora e mais eficiente de atender às demandas da população", acrescenta.Por outro lado, a pesquisa indica que cresce a população residente em áreas costeiras. Em 1996, eram 36,8 milhões de pessoas morando nessas regiões. Quatro anos mais tarde essa população passou para 40,6 milhões. Este indicador é considerado negativo, porque a superpopulação prejudica as medidas ambientais.

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