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Ibama multa 600 madeireiros em R$ 40 milhões no Pará

Somente no mês de agosto fiscais do Ibama e agentes da Polícia Federal apreenderam mais de 30 mil metros cúbicos de madeira e multaram mais de 600 madeireiros nas regiões sul e sudoeste do Pará. Além da retirada criminosa de mogno de reservas indígenas e assentamentos do Incra, eles também foram autuados por provocar incêndios em áreas de preservação ambiental. As multas aplicadas ultrapassam R$ 40 milhões. Cerca de 200 madeireiros são reincidentes na extração ilegal de mogno e vão responder a processo na justiça Federal por crime contra o meio ambiente. Durante operação realizada hoje em Castelo dos Sonhos, na fronteira do Pará com Mato Grosso, foram apreendidos 7.300 metros cúbicos de mogno e 13 carretas com madeira, além de 12 motosserras. A Madeireira Castelo, pertencente a Valdir Mendes e Elísio Augusto Machado, foi multada em R$ 4,6 milhões. Alguns homens flagrados na mata cortando árvores fugiram ao perceber a chegada dos fiscais. Mendes confessou aos policiais federais que havia "esquentado" autorizações de manejo florestal vencidas do Ibama para poder retirar o mogno do local onde as toras foram apreendidas. Em um sobrevôo de helicóptero na região de Castelo dos Sonhos, os fiscais localizaram vários focos de incêndio na floresta. Eles também descobriram picadas abertas na mata para facilitar a entrada de caminhões contratados para fazer o contrabando de madeira. No ano passado, o Ibama aplicou R$ 232 milhões em multas por crimes contra o meio ambiente nos estados abrangidos pelo programa Amazônia Fique Legal. Uma área de 2,1 milhões de hectares, equivalente ao tamanho do Estado de Sergipe, foi desmatada e queimada.

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