Andre Dusek/Estadão
Andre Dusek/Estadão

Humberto Costa: Se formos para a oposição estaremos nas ruas a partir de amanhã

No discurso durante a sessão que avaliará o afastamento de Dilma, Costa afirmou ser uma farsa o crime de responsabilidade que tentam imputar à presidente

Gustavo Porto, Isabela Bonfim, Luísa Martins e Ricardo Brito, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2016 | 05h37

BRASÍLIA - Já antevendo uma derrota e o afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) na votação prevista para esta manhã, o líder do governo no Senado Humberto Costa (PT-PE) afirmou, há pouco, que o PT será o maior partido de oposição ao governo do vice-presidente Michel Temer (PMDB) e pregou a ida às ruas para combatê-lo. “Seremos o maior partido de oposição do Brasil e se formos para a oposição estaremos nas ruas a partir de amanhã. Faremos uma oposição qualificada e consistente”, disse “Não esperem gestos incendiários, mas não esperem complacência com governo golpista”.

No discurso durante a sessão que avaliará o afastamento de Dilma, Costa afirmou ser uma farsa o crime de responsabilidade que tentam imputar à presidente. “Com este impeachment abrimos gravíssimo precedente, pervertendo a Constituição Federal por meio de uma quartelada civil para que os derrotados de 2014 tomem o poder”, afirmou. Para o parlamentar, o impedimento abre um precedente perigosíssimo na democracia para submeter qualquer chefe do executivo à opinião pública.

“Ocorreu assim em 1964, quando civis puseram militares no poder por 21 anos e agora o golpe se repete de forma soft, estão substituindo a UDN e os militares pelo PMDB. Isso é golpe e vamos repetir isso até o final desse processo imoral, ilegítimo e ilegal”, afirmou. “Com um vice-presidente golpista se sustentar sem base social, política e eleitoral”.

Costa afirmou ainda que o Senado ao afastar Dilma irá derrubar as políticas sociais implantadas no governo do PT e ainda mostrou uma foto da presidente sendo interrogada na ditadura para afirmar que, mesmo presa e torturada, a cabeça dela permaneceu erguida. “Mais uma vez Dilma está sendo vítima de um julgamento injusto e mais uma vez a cabeça segue erguida”.

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