Hugo Chávez diz a Lula que pretende visitá-lo em dezembro

O ex-presidente, que segue em tratamento contra um câncer na laringe, conversou por telefone nesta quinta-feira com o líder venezuelano

Agência Estado

24 de novembro de 2011 | 18h46

Em meio ao tratamento contra um câncer na laringe, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se mantém ativo, com uma agenda de visitas e contatos telefônicos movimentada. Nesta quinta-feira, 24, antes de receber políticos e tratar da sucessão municipal em São Paulo, Lula falou por telefone com o presidente venezuelano Hugo Chávez.

Na conversa com Lula, Chávez disse que pretende visitá-lo em dezembro, em data próxima da posse da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, marcada para o dia 10. A assessoria de imprensa do ex-presidente não deu mais detalhes sobre a conversa.

Chávez, que no início do mês anunciou ter superado um tumor cancerígeno, ficou surpreso ao ver, pela imprensa, as imagens de Lula sem barba e cabelo. "Vi Lula hoje com um novo 'look'. Está como eu, coco pelado, porque está fazendo quimioterapia. Vi sua esposa fazendo sua barba", comentou o venezuelano em discurso na semana passada. "Avante, Lula. Lute contra a adversidade e viva porque te amamos, velho amigo. Precisamos de você para continuar forjando a unidade de nossos povos e a paz da América do Sul", disse no pronunciamento.

Lula vem se submetendo nesta semana à segunda das três etapas de quimioterapia. Ele deixou o Hospital Sírio-Libanês na terça-feira, 22, à noite e quarta-feira, de acordo com sua assessoria, passou o dia sem receber visitas. Nos próximos dias, a equipe médica pretende insistir para que o ex-presidente saia mais de casa, se distraia e até despache na sede do Instituto Lula, na capital paulista. A melhora do humor, segundo os médicos, contribui para a recuperação do paciente.

Na primeira sessão de quimioterapia, há duas semanas, o ex-presidente sentiu como efeitos colaterais fadiga, enjoo e perda de parte do paladar. A segunda etapa do tratamento costuma ser mais agressiva, o que gera efeitos colaterais mais fortes. Na segunda semana de dezembro ele será submetido a um exame clínico para verificar se o tratamento obteve os resultados esperados.

 

 

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