Felipe Rau / Estadão
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Huck vê 'interesses pessoais' no embate Moro x Bolsonaro e pede foco contra a covid-19

Apresentador cotado para 2022 criticou 'politicagem' e disse que País vive momento grave após demissão de Moro do governo Bolsonaro

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2020 | 15h49

Cotado para disputar a Presidência da República em 2022, o apresentador Luciano Huck (sem partido) disse após Sérgio Moro anunciar sua saída do governo de Jair Bolsonaro que o Brasil não deveria perder tempo com "politicagem" e sim estar focado contra a pandemia de coronavírus.

Bolsonaro fala desde 2019 dos planos de se lançar à reeleição e Moro é também um possível nome na disputa daqui a dois anos. "O Brasil deveria estar focado agora na superação desta pandemia. Gastar tempo com politicagem, e ainda pior com interesses pessoais e não coletivos, é desperdiçar oportunidade preciosa de salvar vidas", diz o apresentador, em nota.

"Infelizmente desponta uma crise política, institucional e jurídica em meio a pandemia. E com o enorme desafio de encararmos uma possível depressão econômica pela frente. O momento é grave e exige patriotismo, acima de qualquer divergência."

Huck lamentou o "momento grave" gerado pela saída de Moro do ministério. Para o apresentador, a demissão gera frustração. "Tudo indica que as mudanças tão defendidas pela população ficam adiadas. Em especial a agenda anticorrupção e o combate firme ao crime organizado e às milícias"

No último domingo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou ao Estado que vê Huck politicamente "menor" que seus possíveis adversários em 2022 - sobretudo João Doria (PSDB) - durante a pandemia "Luciano Huck nasce de um movimento fora dos partidos. Mas na crise ele não tem instrumentos de aparecer e agir. Fica menor na crise. Doria fica maior. Os que detêm alavanca de poder, como o Doria, têm maior projeção. O Doria vem da rede social. Está tendo uma vantagem indiscutível."

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