Hotel estuda como reduzir efeito do apagão

A Hotelaria Accor Brasilcriou um comitê para estudar medidas contra o racionamento de energia nos hotéis que opera.O comitê foi divido em doisgrupos de trabalho: o de redução de consumo e o de alternativas para reduzir os efeitos dos apagões.No primeiro grupo, estudam-se medidas sobre como limitar o consumo de energia por meio da adoção de lâmpadas maiseconômicas, controle da iluminação dos ambientes, desligando-se as luzes quando não houver ninguém no recinto, entre outras.A outra parte do comitê estudará meios de manter os hotéis funcionando em momentos de falta de energia. Alguns pontoscríticos citados pelo diretor de Operações da Accor, Orlando de Souza, são o check-out dos hóspedes, funcionamento deelevadores e aparelhos de segurança.Conforme o diretor-geral da Accor, Roland de Bonadona, a rede sofrerá prejuízos com a crise, mas ainda não podeestimá-los.A principal preocupação do executivo é a perda de eventos internacionais que podem ser cancelados.A Accor ainda não definiu se alugará geradores para manter o abastecimento. Todos os hotéis da rede possuem oequipamento, mas Bonadona afirmou que sua autonomia é de aproximadamente três horas.Conforme o executivo, há uma questão prática: mesmo que seja economicamente viável locar geradores, nem todos os hotéisda rede têm espaço para acomodá-los.Para o diretor de Operações da Accor, Orlando de Souza, os flats apresentam situação mais preocupante.Dos cemempreendimentos operados no Brasil, 30 são hotéis e 70 são flats. "Destes, 35 não possuem geradores", afirmou. "São osprédios mais antigos", disse.O grupo de trabalho, apelidado pelos funcionários da Accor de "comitê do apagão", deve apresentar suas conclusões napróxima semana.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.